Museu MemorArte
Localizado em São Sebastião da Bela Vista, o MuseuMemorArte é um espaço dedicado à preservação, exposição e celebração da história, arte e cultura. Com um acervo diversificado, que inclui desde exposições permanentes até mostras temporárias de artistas renomados e emergentes, nosso museu proporciona uma experiência enriquecedora para visitantes de todas as idades.
Além das exposições, oferecemos visitas guiadas, palestras, oficinas interativas e eventos culturais, tornando cada visita única e envolvente. Nosso compromisso é conectar o público ao conhecimento, despertando a curiosidade e a reflexão por meio da arte e da história.
Venha nos visitar e explore um universo de descobertas!
MACHADINHA LÍTICA LASCADA

Propriedade particular – Iuri Gabriel Mota
Origem: Sítio Sr Cesário (Bairro Paredão)
Característica estilística: Peça do período lítico confeccionada a partir de rochas
como diabásio em formato oval e achatado.
Dimensões: 35cm x 09cm
O machado é uma arte neolítica que foi encontrada em uma expedição de reconhecimento de possíveis sítios destruídos no Município de São Sebastião da Bela Vista.
De acordo com as informações de Iuri Gabriel Mota, a Machadinha foi encontrada no sítio do Senhor Cesário, a menos de dois quilômetros do perímetro urbano. Os artefatos ocorreram às margens de um ribeirão em local escavado pelo gado bovino, utilizado como bebedouro e ao mesmo tempo como travessia para a outra margem.
Este sítio fica próximo à BR 381, rodovia que foi construída sobre uma antiga tribo indígena e os artefatos encontrados no município hipoteticamente levam a acreditar que esta região tenha sido um importante entreposto na peregrinação dos mesmos pela região. Uma vez que o município de São Sebastião da Bela Vista possui um rico conjunto hidrográfico composto por vários riachos de águas límpidas e com fendas rochosas que poderiam facilmente ser utilizados como abrigos.

MÃO DE PILÃO GNAISSICA

Bem móvel particular – Iuri Gabriel Mota
Origem: Sítio José Luiz Nora (Bairro Bom Jesus Monte Alto)
Característica estilística: Estrutura gnáissica. Peça do período Lítico.
Dimensões: 126mm x 191mm
Artefatos líticos encontrados em uma expedição de reconhecimento realizada no Município de São Sebastião da Bela Vista. A Mão de Pilão encontra-se no Bairro de Bom Jesus do Monte Alto, mais conhecido como Furnas, na propriedade do Senhor José Luiz Nora. Este bairro encontra-se situado a cerca de nove quilómetros da cidade. Moradores deste bairro afirmam que durante o preparo do solo para plantio foram encontrados outros artefatos, principalmente machados. Este bairro fica próximo à BR 381, rodovia que foi construída sobre uma antiga tribo indígena e esses artefatos encontrados hipoteticamente levam a acreditar que esta região é um importante entreposto na peregrinação dos mesmos pela região.
Uma vez que o município de São Sebastião da Bela Vista possui um rico conjunto hidrográfico composto por vários riachos de águas límpidas e com fendas rochosas que poderiam facilmente ser usados como abrigos.

BALANÇA FILLIZOLA

Bem móvel particular – Juares Bonifácio
Origem: Bairro Santanal
Característica estilística: Peça composta por cinco partes: a base em formato retangular confeccionada em ferro fundido pintado em cor vermelha, os braços em ferro sustentado horizontalmente dois pratos confeccionados em latão polido no que contém pesos em formatos cilíndricos também em ferro fundido em cor preta em medidas que variam entre 100g a 2kg. No centro, entre ambos os pratos há uma agulha, correspondendo à posição ao peso aos respectivos lados.
A balança Fillizola é datada do prado do século XX, um dos pouquíssimos objetos remanescentes da antiga mercearia de propriedade do senhor Lázaro Bonifácio Perreira, localizada no bairro rural denominado Santanal no município de São Sebastião da Bela Vista-MG. Tal objeto foi utilizado na venda de produtos como arroz, feijão, queijos, carnes, entre outros. Neste comércio também houve uma intensa relação de troca de mercadorias entre o comerciante e o consumidor, de modo que esta balança foi utilizada como um importante objeto de medida nesta ocorrência comercial.
Pedra de arenito com fóssil do peixe Sppotted Gar (Gar Manchado)
Propriedade particular – Iuri Gabriel Mota
Dimensões: 16cm x 08cm
Pedra de arenito com suposto fóssil com filhote de Gar Manchado. Segundo as informações, foram encontrado no município de São Sebastião da Bela Vista-MG. Supõe que esteja nesta pedra de arenito, um filhote de Gar Manchado da classe Actinopteryigii da família dos Obaichthyidae, mesma espécie encontrada em um dos mais importantes depósitos fossíliferos do Cretáceo brasileiro, o Membro Romualdo da Formação Santana na Chapada do Araripe, CE.
Conforme Wenz & Brito, 1992.
Supõe que seja o fóssil de um filhote de um Sppotted Gar, mais conhecido como Gar Manchado, um peixe de água doce nativo da América do Norte, portanto foi encontrado aqui no município. Este peixe possui uma abundância de manchas escuras em sua cabeça, barbatanas e corpo alongado semelhante a um dardo. O Gar manchado tem a cabeça prolongada por um longo rosto afunilado, circumorbital completo tem uma boca alongada com muitos dentes de agulha para pegar outros peixes e crustáceos. Possui escamas ganoides brilhantes do tipo diamante.

SINO DE BRONZE

Propriedade particular – Juares Bonifácio
Espécie: Eclesiástico
Procedência: Antiga Capela do Bairro Santanal
Dimensões: 36,5 cm de altura por 38,8cm de diâmetro
Características: Artefato confeccionado todo em bronze composto por duas partes principais. A maior em formato de cone ocado onde se encontra suspenso a segunda parte, um badalo em forma esférico. Instrumento de percussão e idiofone em formato cone ocado onde se encontra suspenso o badalo, ressoando a ser golpeado pelo memo. Ambas partes confeccionado em bronze possuindo em torno de 35 kg com dimensões de cerca de 36,5 cm de altura por 38,8cm de diâmetro datado da década de 1930.
Objeto usado em cerimônias religiosas e comunicados de acontecimentos importantes da comunidade local e principalmente para convocação para missas. Desde a sua criação pelos chineses, a mais de dois mil anos atrás, esse objeto teve várias utilidades, principalmente como “mensageiro” de boas e más notícias. Na tradição católica for a incorporado como um objeto sagrado de elo entre o homem e Deus, acreditando que por meio dos sons emitidos pelas badaladas do sino, Deus ouviria com mais atenção as preces dos fiéis. A intensidade e o ritmo de suas badaladas na crença católica expressam e, também pode despertar sentimentos de alegria, dor, reverência, saudade, respeito, dignidade, confiança, esperança, zelo, paz e plenitude, entre muitos outros sentimentos. Ao mesmo tempo anuncia mensagens de grande alcance.
O sino datado da década de 1930, pertencera a antiga igreja de Nossa Senhora Aparecida do bairro rural Santanal, localizado no município de São Sebastião da Bela Vista. Era utilizado como importante instrumento do cotidiano religiosos do bairro, convocando os moradores do local para as missas mensais e novenas que ocorria ali com certa frequência. No Entanto, com a construção de uma nova e maior igreja no final dos anos 80, a menos de um quilômetro de distância da antiga como forma de melhor acomodar os fiéis do bairro, a torre da nova igreja cedeu espaço do qual poderia ser utilizado para acomodar o sino, para um moderno sistema de auto falantes. Devido a essa circunstancia o sino ficou sobre a tutela do então senhor Lázaro Bonifácio Perreira, uma vez que, a antiga igreja situara em sua fazenda. Na sua propriedade, esse objeto exerca uma função bastante peculiar que autora exercera. Os sons emitidos pelo sino era utilizado como forma de gerenciar o horário dos empregados na propriedade ou para convocá-los em situação de emergência, principalmente na época da colheita do café, quando este grão em ponto de seca nos terreiros da fazenda deveria ser abrigado em situações de condição de chuva. No entanto, com o falecimento do Sr, Lázaro e divisão da fazenda entre os respectivos herdeiros o sino perdeu sua função secundaria.
ESTRIBO DE PRATA
Doação feita por Sra Kátia Sandra Junho Lacerda.
Antigo estribo produzido em prata de lei. Foi doado por Sra Kátia Sandra Junho Lacerda, possui um rico cinzelado representando flores e volutas tem em suas dimensões, 27 cm x 12 cm. Foi
utilizado pela família da doadora do estribo, datado do século XIX.

MÁQUINA DE ESCREVER SUÉCA HALDA

Doação feita pela Sra Fanilse Regina Junho
A Máquina de escrever Halda veio da Suécia na década de 50, importada pela FACIT.
Ela possuía um estojo de madeira para proteção. Possui um contorno emborrachado em seus pés que a mantém firme, tem a cor verde claro e um acabamento luxuoso.
Pertenceu ao Primeiro Prefeito de São Sebastião da Bela Vista, “in memorian”, Irmã Amilkar Faria. Após a sua gestão, presenteou o município com esta raridade da época.
PRATO DE BALANÇA
Prato de balança antiga de aço.
Era usado na venda do Sr Lázaro Bonifácio Pereira “in memorian” no Bairro do Santana para pesar quitandas, carnes, dentre outras mercadorias.

CALCULADORA PRECISA

Calculadora manual da década de 1980 com bobina. Era usada na Prefeitura Municipal de São Sebastião da Bela Vista.
Câmera fotográfica MIRAGE 860 S
Doação anônima
A câmera fotográfica Mirage 860 S é um modelo analógico produzido na década de 1980. Embora informações específicas sobre o ano exato de lançamento não estejam amplamente disponíveis, é razoável estimar que ela tenha sido fabricada entre 1980 e 1989, considerando o design e as características típicas das câmeras dessa época.
O modelo Mirage 860 S é uma câmera compacta de 35 mm, conhecida por sua simplicidade e facilidade de uso, alvo de interesse para colecionadores e entusiastas da fotografia analógica vintage.

IMAGEM DE NOSSA SENHORA

Doação feito pelo Sr Benedito Jair Oppenheimer.
Imagem de Nossa Senhora Aparecida de metal com 9cm x 6cm datada da década de 1940. Pertenceu a Sra Amélia Ananias Vilela, “in memorian”. Segundo Sr.Benedito Jair Oppenheimer, a Sra Amélia Ananias, foi uma mulher religiosa e possuía muita devoção a Nossa Senhora Aparecida. Durante as suas orações, ela segurava esta imagem. Esta imagem ficava em um criado ao lado de sua cama.
JARRA DE ALTAR E COLHERES
Doação feita pela Sra Clélia Beraldo Nadalini
Jarra em bronze no formato tradicional com detalhes nas bordas e nos pés. Possuía uma alça detalhada, como os pés em bronze e com detalhes. Tem 381g e suas dimensões são
19,5 de altura x 17 x 13 cm.
A Jarra pertenceu ao Monsenhor Calazans, sendo um presente do Bispo Dom Otávio Chagas de Miranda em meados da década de 1950 para ser usado nas missas.
As colheres menores são de prata real e a maior é de ouro. As colheres foram presentes do Primeiro prefeito Prefeito Amilkar Faria para a Paróquia de São Sebastião, faziam parte de um jogo de talheres o qual era usado na casa paroquial em ocasiões especiais.

PAPEL DE PRENDAS

Doação feito pelo Sr Renan Bueno Sancho
Papel de seda roxo com detalhes de folhas, datado de meados de 1930. Segundo Sr Renan, era usado nas tradicionais Festas de São Sebastião para cobrir as prendas.
Esta folha preservada, foi usada na festa de 30 de maio de 1937, cujos festeiros foram Sra Edolgina Pereira de Paiva e Sr. José Honorato Pereira.
RELÍQUIA FESTA DE SÃO SEBASTIÃO DE 1937


Doação feita pelo Sr Renan Bueno Sancho
Lembrança da Festa de São Sebastião de maio de 1937 com a imagem de São Sebastião emoldurada por rosas.
Estas lembranças foram entregues aos fiéis durante a novena. Esta relíquia é da festa da Sra Edolgina Pereira de Paiva e do Sr. José Honorato Pereira.
PRIMEIRA CADEIRA DA CÂMARA DE VEREADORES
Século XX
Estrutura em madeira maciça, provavelmente imbuia ou peroba escura, resistente e durável, comum no mobiliário institucional do período. Com assento em tecido aveludado vermelho, típico de peças de prestígio e autoridade.
Braços robustos, ligeiramente arqueados nas extremidades, ergonomicamente moldados para apoiar os braços de quem ocupava a cadeira.
Estofado em veludo vermelho, estofamento abaulado, sugerindo certo conforto, mas mantendo a formalidade da peça.
Pernas torneadas, reforçadas por travessas laterais e frontais em madeira, garantindo estabilidade. As pernas dianteiras têm pés arredondados.

Casca de ovo de avestruz

Século XX
Casca natural de ovo de avestruz, com superfície levemente rugosa e acabamento esbranquiçado, de tom creme.
Ovalado, com proporções robustas, típico do ovo de avestruz, que é o maior ovo produzido por qualquer espécie viva de ave no mundo.
Superfície ligeiramente porosa, com pequenos pontinhos que fazem parte da textura natural da casca.
A casca está exposta sobre um suporte de madeira envernizada, arredondado, que serve tanto para sustentação quanto para valorização estética do objeto na exposição.
A casca possui algumas marcas e trincas visíveis, o que é natural em peças que passaram por décadas de conservação.
*As informações apresentadas foram obtidas a partir de documentação pública disponível nas redes sociais do órgão municipal com registros oficiais produzidos por gestões anteriores da administração local, bem como em levantamentos e documentos digitais encaminhados ao Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA-MG).
